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riscos_e_rabiscos

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E se metessemos o dedo na agulha?

Vou fazer aqui uma proposta ousada, arrojada e, quiçá atrevida, para este fim-de-semana (ou outro qualquer). É uma forma de descontrair, libertar o stress e fazer algo de útil e que nos dá prazer, enquanto estamos sentadinhas no sofá a ver televisão sob um cobertor quentinho. Sim, porque a previsão do tempo é chuva e frio. Se acertarem...

 

Por acaso algumas (ou alguns) das leitoras é perita em dar ao dedo, ou seja a tricotar, a fazer crochet ou outras artes que envolvam lã e agulhas? Em caso afirmativo, não gostariam de pegar em restinhos de lã e fazer umas camisolinhas para os patudos da associação AMIAMA? É que eles estão mesmo a precisar. Com a chuva e o frio rigoroso, os bichinhos por mais abrigados que estejam, passam bastante frio. Era uma boa maneira de reaproveitarmos restos de lãs, oferecermos algum conforto aos bichinhos e ajudarmos esta causa animal. Que acham?

 

Para quem quiser fazer mas não sabe como, deixo aqui uma ajuda. Os bichinhos são de porte médio e grande porte. Depois basta enviar para a AMIAMA (ou a mim que eu não me importo de entregar) e se quiserem ir lá fazer uma visita aos bichinhos, serão muito bem recebidos!

 

Quem se atrever a entrar nesta aventura, ponha o dedo no ar, ou seja, comente o post! :) Eu alinho!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta é de morte...!

Chego à escola com meia hora de antecedência e, como é costume às terças-feiras, vou ter com a minha colega ao café mais distante do edifício escolar.

Depois das conversas da praxe, acabei por ficar a saber de uma norma nova que foi implantada na escola: racionamento de papel higiénico.

 

Foi encontrado num WC de meninas uma montanha de papel higiénico. Depois de se armar em CSI, a pinguim-mor, conseguiu descobrir a autora do "crime". Para analisar a prova, foi buscar a fita métrica (coisas de pinguins que não têm mais nada pra fazer...!) para medir a prova. O resultado que deu foi: dois metros e meio! Nem mais nem menos um centímetro.

 

Dadas as descompusturas da praxe, vossa excelência mor decretou o seguinte: de hoje em diante vai haver racionamento de papel higiénico! Assim, para as actividades de casa-de-banho fica estabelecido o número de folhas a usar:

 

- Xixi - 1 folha de papel higiénico;

 

- Cócozinho - 5 folhas de papel higiénico (que generosidade!)

 

Agora pergunto eu, algúma criança fica limpa em condições assim?!? Depois vá de haver assaduras e alergias... Ainda por cima o papel de lá é tão bom mas tão bom, tão bom, que quando nos limpamos, derrete-se todo. É o mesmo que dizer que... nos limparmos aos dedos!

Só falto eu falar nisto...

 

Ah pois é...! E como, por acaso, eu até gosto de inventar e mexer com letras, cá vou eu esmiuçar a questão. Já perceberam do que estou a falar? Então eu esclareço: do nome da criança mais famosa do momento - pelas razões mais estúpidas - filha da flor-que-já-foi-bela e do futebolista ya, nick!

 

Mas então não haveriam combinações mais interessantes com os nomes parentais sem ser os supostamente atribuídos à bebé? Eu já disse por aí que se fosse eu a filha, assim que pudesse, mudava de nome, processava os meus pais e pedia uma indemnização por danos psicológicos!!!

 

Dizem eles, os pais, que o nome da criança é a "mixórdia" dos seus nomes. Ou eu deixei de saber ler e escrever, ou então não consigo mesmo ver ali nenhuma "mixórdia" de nomes. As inicias dos nomes sim: L de Luciana e Y de Yannick. E então o "once"? De onde virá? De um antepassado de algum dos pais, tipo a tetravó Once Maria ou do trisavô Etelvino Once? Não me parece...

 

Quando nós começamos a balbuciar o nome "Lyonce" algumas vezes, o que é que este sugere, a que som associamos? Ora pois! A única coisa que falta é o "e" éxtra! Se não fosse o "L" até poderíamos alegar plágio! Ora digam lá que este "Lyonce" não é uma cópia pirata de "Beyonce"?!? Como a mãe, por acaso até é cantora, fica tudo na mesma onda.

 

Só não entendo o Viiktória... Será algum desejo inconsciente ou secreto do papá ir jogar para o Benfica e ver a águia a pairar pelo estádio? Porquê os dois "i", o "K" e o "Y"? Não podia ser uma simples "Vitória" com o peso simbólico que o nome já tem agregado a si? Cá pra mim os padrinhos são gagos - sem menosprezo para quem o é - e chamaram Vi... i... którya à menina. E o "K"? O "K" é porque o padrinho tava com uma grande sessão de soluços, e sempre que a madrinha lhe perguntava qual era o nome que achava que ficava bem com Lyonce, ele respondia "Vi ... Ic... tórya... ic!" O "Y" final é só para dar style e complicar a vida à criança quando ela aprender a escrever...

 

O Homem Misterioso

Um dia destes, na pinguinolândia, andava alguém a telefonar para lá e pediam para falar com a professora Pepper.

 

Quando me informaram disto, achei super estranho, até porque na verdade não sei o número fixo de lá e, comichosas como as pinguins são, jamais em tempo algum eu o daria a alguém sem autorização.

De resto, sempre que preciso falar com a pinguim-mor, eu ligo directamente para ela, para o seu número pessoal.

 

Vinha eu do refeitório, uma pinguim aproxima-se de mim, com um ar grave, e diz-me "professora, anda um homem a telefonar para si..." Glup! Caiu-me tudo aos pés. Sabem aquela sensação de culpada de algo mesmo quando estamos inocentes? Foi assim que me senti...

"Um homem a telefonar para mim? Mas eu nunca dei o telefone daqui e nem sequer sei o número fixo...", respondi, incrédula.

A pinguim acrescenta "Pois professora Pepper mas o homem já anda a telefonar há vários dias... eu até andei a ligar para todas as salas à sua procura..." Oh diabo! Ainda mais estranho é.

 

Então o "homem" não tem o meu número pessoal?! - Pensei eu com os meus botões.

"Ó Ir. Pinguina, faça-me um favor, se o tal "homem" voltar a ligar para mim, diga-lhe que eu não estou aqui todos os dias. E que se quiser falar comigo que deixe o contacto." Eu estava super-intrigada com o tal "homem".

 

Fui dar a minha última aula, que por acaso era na sala da pinguim-mor. "Professora Pepper, ligaram a dizer que amanhã vêm entregar os livros (finalmente!)", informou-me ela. FIAT LUX! De repente fez-se luz! O tal homem que se fartou de ligar para mim durante vários dias era, nem mais nem menos, do que... O VENDEDOR DA EDITORA DOS LIVROS!

 

Era preciso fazer um verdadeiro "caso sérios" por causa de um inofensivo vendedor da editora onde eu encomendara os livros?! {#emotions_dlg.blushed}

Coisas que me deixam fula!

Num dos meus colégios, o ensino vem fazendo toda a diferença em termos tecnológicos - e não só - daí este ano terem sido implantados nas salas, onde ainda não havia, quadros interactivos. O quadro preto tradicional, já era! Apesar de, na minha opinião, achar que até podiam ter ficado uns pequenos. Mas percebo perfeitamente a opção da retirada integral dos quadros tradicionais: é que alguns colegas menos versadas nestas coisas das tecnologias, iriam menosprezar os quadros interactivos e continuar a usar os quadros tradicionais.

 

Mas a questão não é esta. Para estes quadros funcionarem, é preciso haver um computador para cada um deles. Cada vez que eu chego a uma sala para dar aulas - sim, porque eu pareço uma barata tonta sempre às voltas! - tenho de ligar o computador. Quamdo termino a aula, tenho de desligar, como é óbvio. Agora pergunto eu: quem é que não saber encerrar um computador? Qual é a dificuldade de chegar ali ao menu iniciar, clicar no encerrar e deixar o computador fazer o restante do processo? Nenhuma!

 

Para pouca sorte minha, sou eu sempre a última a utilizar os computadores. E é aqui que a porca torce o rabo... Numa das salas, às segundas-feiras, quando a minha colega liga o computador, há sempre problemas. E o computador acusa ter sido encerrado indevidamente! Quando aconteceu isto pela primeira vez, levei nas orelhas do director. Fiquei indignada porque eu tinha encerrado o computador normalmente. A partir desse dia, peço aos miúdos para olharem para o quadro sempre que estou a fazer o encerramento do computador, para que eles vejam e sejam minhas testemunhas de que o faço devidamente.

 

Na segunda-feira, andava o director a mostrar o colégio à mãe de um potencial novo aluno, quando entra na sala onde eu estava a trabalhar. Cumprimentos para aqui e para ali e ao sair o director remata com o seguinte "na sexta-feira, não encerrou o computador da sala X devidamente... a G. não conseguia trabalhar com ele hoje e o computador dizia que tinha sido forçado a encerrar...". Epá, só me apeteceu mandá-lo áquela parte!!! Eu encerrei o computador devidamente e os miúdos são minhas testemunhas...!

 

Agora levanto aqui algumas questões: que impressão terá ficado a tal mãe acerca de mim e do director? Será que a mãe ficou a pensar que o director dá "cházinhos" aos professores à frente de seja quem for (por acaso não dá)? Não haverá alguém que mexe no tal computador, porque a sala fica aberta e quem paga as favas sou eu? Se aquela sala não fosse uma rebaldaria, será que acontecia isto ao computador? Que mais posso eu fazer para não me atribuirem culpas de algo que não fiz? é que eu não sou propriamente uma ignorante em termos de tecnologia e até me atrevo a dizer, que devido às minhas formações na área da informática, sou das que mais sabem naquela escola!

 

Fico mesmo danada com estas coisas! É que alguém anda a fazer asneiras e eu é que estou a pagá-las... {#emotions_dlg.angry}

Primeiro a dona, depois o cão!

 

 

Por aqui, em termos de saúde, a coisa não tem andado muito famosa. Depois de ser atacada por aquela super gripe que me deixou de molho, agora apareceram-me os espirros em catadupa.

Estou para aqui a fazer figas para que seja apenas a minha velha amiga alergia´que, por acaso, tem andado tão calminha. É que se assim for, aniquilo-a já com um comprimido antihistamínico e com uma borrifadela no nariz de spray nasal...!

 

Lembram-se da minha cirurgia? Pois é, parece que não é só à dona que aparecem coisas destas, mas ao cão também!

Para quem não sabe, os cães têm uma bolsinha junto ao ânus - a glândula peri-anal - que, nalguns casos, inflama à passagem das fezes. A glândula incha, inflama e depois tem de ser "esvaziada" pelo veterinário que a "aperta".

 

Levámos o Pimentinha ao vet a uma consulta de urgência pois o bichinho estava mesmo doentito e nem comia. O vet observou-o e disse logo que teria de limpar/esvaziar a glândula pois estava muito inflamada. Meu pobre bichinho! Nunca tinha visto o Pimentinha ganir tanto! Ele que até é um bichinho muito paciente e que se porta 5 estrelas no vet, ficou cheio de medo que lhe tocassem ali. E eu revi-me ali, naquela situação. Voltei ao dia em que fui de urgência para o hospital, com a minha infecção da fístula já a alastrar pelo corpo, e fui lancetada. A sangue frio. Segundo o cirurgião, tinha-me dado anestesia para vivos e para mortos e que não me podia dar mais. Senti tudo, doeu que se fartou e ainda vim com uma buraco imenso aberto. 

 

E o meu Pimentinhapassou por uma situação parecida à minha. Doeu-me tanto ver o meu bichinho passar por aquilo, mas teve de ser. Ainda levou duas injecções (uma de antibiótico e outra de analgésico) e veio com uma pomadinha para por no rabiosque.

É uma situação muito chata pois a glândula vai soltando a porcaria que lá tem dentro e onde quer que o Pimentinha encoste o rabo, se aquilo tiver algum bocadinho, suja tudo. Lá ando eu de esfregona debaixo do braço ou de toalhete na mão. Se lhe pudesse vestir uma cuequinha... {#emotions_dlg.tongue}

Ponto de Situação.

 

Após uma semana de molho, enfiada na cama com uma gripe fortíssima, lá voltei eu ao activo. Voltei de mansinho, devagarinho, sem grande força ou entusiasmo. Continuo fraquinha pois qualquer coisa me cansa. Além do mais, o meu apetite desapareceu! Este talvez seja o único aspecto positivo desta gripalhada. Comida... bulergh!

 

Não me lembro de ter passado por uma gripe que me desse dores corporais tão intensas e em que a febre não queria baixar. E o mais engraçado é que não andei aos espirros, como é característica minha! Pensar que tudo começou com uma leve sensação na garganta que eu temi ser uma nova amigdalite...

 

Mas como o pior já passou, lá estou eu a regressar à rotina: preparar aulas, inventar estratégias e actividades para as crianças, gramar as trombas de alguns "seres" que só existem para lixar a vida aos outros (eu acho que só existem para isso e o Jesusinho tem um lugar bem quentinho no inferno só para elas), "passear" nos transportes públicos, gramar os espirros e tosses dos outros e fazer figas para que os "bichinhos" não se voltem cá para o meu lado de novo.

 

Vamos lá ver se consigo alinhar os neurónios para ser capaz de articular umas letrinhas e escrever algo "legível". Hihihhi!

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